terça-feira, 29 de novembro de 2016

Sentimentos


Eu que nasci em uma família corinthiana,
Eu que cresci sendo chamada de corinthiana,
Eu que não vestia verde
Eu que, mais velha, parei de acompanhar futebol,
Nestes 29 anos, me vejo adotando o Chapecoense como meu time do coração

... quero camiseta, quero ir em estádio, quero conhecer Chapecó

Porque não é só futebol

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#ForçaChape

o que esta acontecendo?

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Estranha realidade

Talvez esteja cedo pra escrever minha retrospectiva, mas eu acho necessário falar sobre isso agora. Eu quero dar uma cachoalhada nas minhas ações e preciso entender como é que eu vim parar nisso agora.

Inicio do ano: saindo de um pseudorelacionamento que acabou no dia 1º de janeiro. Passamos o ano novo juntos e terminamos às dez horas, numa briga que foi até as 18 horas da noite. Eu sei os horários exatos porque eu fiz plantão naquele dia (e me diverti cuidando da criançada). Então eu era residente, estava de férias, e mesmo assim fui durante três dias seguidos fazer plantão em um Pronto Atendimento infantil para superar a dor desse amor. E foi legal. Depois voltei pra casa e socorri uma moça na rua, que estava louca de paixão (verdade gente!). Então que no inicio do ano, minha rotina era a mesma dos últimos dois anos: acordar cinco e meia, pegar ônibus, entrar no trampo as sete, sair às quatro, ir para as aulas teóricas, sair de lá às dez. Quando voltamos das férias, nosso foco era terminar o TCC. Entrávamos em uma sala da Unidade às sete da manhã e houve tempos que saímos de lá as 19 da noite. Período doido e de muito crescimento por sinal. Nessa época eu tava fazendo o curso de Gestão também.

Pós residência: foi o período que eu fiquei no meu limbo Sorocabano. Eu estudava pro vestibular de Med e comecei a dar aula em um colégio técnico, que ficava só do outro lado da cidade. Eu estava fazendo exatamente aquilo que eu tinha sonhado na residência: ser professora. Mas foi quando eu senti que o sonho não era tão doce assim. Ser professora de Enfermagem é penoso: não é valorizado, não se ganha bem, as escolas não oferecem suporte pedagógico, você ganha muito mal pela aula e não recebe para preparar a aula. 
Meus caros, se você quer saber se um lugar é bom de estudar, veja se eles dão condições para os professores. No meu primeiro dia em uma sala foi em uma sexta-feira, e as alunas resolveram fazer paredão. Resultado: eu que me preparei pra estar ali, não fui paga, isso porque estava ali no horário certo, com o conteúdo. Voltei pra casa chorando. Outra coisa fundamental pra ser professor, dê aula de assuntos que você realmente conhece. A Enfermagem tem mil ramificações, e é um universo!  Eu conheci alunas fofíssimas, e agradeço que não deu nenhum problema entre elas. Mas não é fácil ter que dar nota, querer que eles abracem o estudo e na verdade eles queriam aprender por osmose. Se você não conhecer e vivenciar aquilo, você roda.  Chegou uma hora que o sonho desmoronou: prefiro voltar pra minha cidade e fica tudo certo. Joguei a toalha: não dou conta de bancar (lindo) apê, estou insegura com algumas coisas, quero paz porque foram dois anos muito puxado. 

De volta pra casa: No dia seguinte do episódio de não ter sido paga, prestei a prova para o ambulatório. Acabei pegando em primeiro lugar, mas achava que não ia ser chamada tão cedo. Voltei pra Itapetininga com sorriso, mesmo sabendo que não ia ser fácil. Meu retorno foi no domingo e na quinta feira fui chamada pra trabalhar no ButantAME (apelido carinhoso dado por mim para mostrar que no lugar só tinha cobra). Então minha rotina nos primeiros três meses foram de trabalho. Parece que tinha caido do céu o emprego porque durante a residência eu tinha rejeitado três empregos concursados (regime estatutário). Todos consideram muita loucura, mas olhando bem, até que foi melhor assim. Eu sei que foi um período que eu vivia aflita, medo das pessoas e de picuinhas. Arranjei bons amigos, me apaixonei pela pessoa errada, nada a ver.  Cresci por um lado, regredi do outro. Resultado: acabei sendo dispensada (eufemismo para demitida). 

Pós butantAME: Período que eu estava em uma montanha russa emocional. A minha maior decepção não foi ser demitida, mas ver como as pessoas agem e falam de você depois que você saiu do emprego. Tinha uma guria lá que eu super considerava minha amiga, descobri que ela falava mal de mim pra todos, que contou as conversas que teve com a minha mãe. Fiquei na bad. Em seguida perdi um grande amigo após ter ouvido ele passar mal. A morte dele deixou todos nós abalados, por ser uma coisa tão frágil. Eu peguei o dinheiro da recisão do contrato e fiquei de boa em casa. Comecei a estudar pro ENEM, queria Medicina. A realidade bateu: não sei química, física e matemática. Comecei a estudar pra prova do mestrado. Mas o que é verdade é que... eu não fiz nada nesse tempo. Assisti muito seriado (Orphan Black, Narcos, The Affair, The outlander). Entrei na bad, entrei na bad lascada, engordei muito. Inferno astral define. 

AGORA: agora eu to tentando me animar, a curtir as coisas. Eu sei que ando aprontando bastante. Mas juro que tenho planos, que quero seguir em frente. Mas olha o quanto a minha vida mudou em um ano!
E na verdade eu sei que eu cheguei no fundo do poço na vida, quando eu olho e vejo que essa é a roupa que eu sai pra rua... Sim, eu sai desse jeito.



Minha mãe diria que eu fui conquistada por alguma seita diabólica muha ha ha. Se bem que, se o país continuar nessa crise, periga eu virar pastora nos próximos anos pra ganhar uns trocados. Poderia exibir essa foto pra mostrar que eu estava abraçando o capeta. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Não mexa com as minhas vontades

1. Quando eu tinha uns 7 para 8 anos, meu pai chegou em casa com uma sacola cheia de doces. Era muito doce mesmo, assim, explodindo de doce. Eu fiquei toda feliz da vida, e mostrando que eu não vim na Terra passar fome, abri os pacotes de doces sem medo de ser feliz. Lembro muito bem do meu pai ter brigado comigo, PLUS ter ganhado umas chineladas. De acordo com ele, os doces eram pras crianças do sítio, porque elas não tinham oportunidade de ganhar doce e eu tinha. Eu fiquei profundamente chateada com meu pai e essa mágoa vem durando uns 23 anos, desde então. Eu SEMPRE vou lembrar dessa característica do meu pai (que YAP perdurou), mas não vou entrar em detalhes. Lógica n º 1: não me deixe passar vontade. A vida é assim, e eu sempre vou lembrar que me fez ficar com vontade de comer doce. 

2. Eu sai meio doida com uma amiga doida, e ela estava me levando de volta pra minha casa. Só que ela mudou o caminho e foi parar na frente daqueles Pronto Socorro de bebidas. Desceu e me volta com uma garrafa de cerveja trincando. E não era qualquer breja não, era simplesmente uma Colorado Appia. Sim amiguinhos, aquela que tem MEL na fórmula. Ela me pede para segurar a garrafa e eu pergunto do abridor. Sabe o que eu ouvi? "Ah essa cerveja não vou tomar agora não, eu vou guardar pra tomar com uma outra pessoa". Sim, foi o que eu ouvi. Sentimento é a mesma da história do meu pai. Contei a história de cima e ela falou: gente eu escuto essa história desde que a gente era pequena, supera. Portanto, eu estou aqui pra dizer que eu vou lembrar durante muito e muito tempo a minha amiga ali de cima que ela me fez passar um percurso inteiro segurando uma garrafa de uma Cerveja Colorado Appia, trincando de gelada no meu colo e eu nem pude beber. 

Coisas que só podem acontecer no dia que Trump vence nos EUA

Eu sai com a minha amiga antes da minha prova do Mestrado. E sim, tomei várias. Acontece, que meu iphone deve ter pego um vírus. Mentiram pra mim. Não sei como! Mas só isso pra justificar, não sei como, que eu fiz um check-in.... em uma Igreja Presbiteriana. Pergunto COMO? Não sei! Mas veja só o mais surpreendente: as pessoas estão dando curtir nisso!






Gente, eu nunca na vida que dou check-in em nenhum lugar, vou dar em uma igreja? Cof cof. Mas super arranjei a situação perfeita pra falar pra geral que eu tive uma visão, virei conservadora evangélica e posso abrir uma igreja neopentecostal e ficar rich! A iluminação a partir do dia da eleição do Donald Trump.

Das brigas às soluções

Hoje é o dia que a humanidade chora: anunciaram a eleição do Donald Trump. Eu dúvido muito que ele vai por em prática 5% que ele prometeu (o que em partes é graçazaosbonsdeusesdesteuniversoinfame). E como minha vida esta em consonância com as mudanças para ruim com a humanidade, hoje eu tive uma briga com meu pai da qual eu não vou contar pra vocês os detalhes (pq realmente não importa). 
Nessa eu sai com o carro para nunca mais voltar. Pelo menos até a hora do almoço, porque a fome bateu. Mas nessa que eu sai com a minha potranca travesti (sim,  meu carro tem nome), eu levei comigo uma pasta. Nela continha: curriculum... vitae (não o lattes, padd). E eu tomei uma decisão: hoje não vou dar, vou distribuir (curriculum!).
Pra quem não sabe, eu sou da área do saúde. Ta eu vou contar, bem eu sou Enfermeira. Com diploma de graduação. E tenho pós também. Acredite em mim: eu terminei o ensino fundamental. E não, eu não paguei 180 mil reais pela prova do ENEM em 2008. Você acha que se eu tivesse pagado isso eu teria feito Enfermagem e ainda estaria distribuindo curriculum por ai. 
Então que eu fui até o SAMU levar a minha graça. Isso, aquele das ambulâncias, e acredite tem no país todo (inchalá!). Também aquele que usam um uniforme todo cheio no estilo, trabalhado no índigo. Quer adrenalina? Tem, imagina o poder de você apertar a sirene e mó. Galera faz sucesso, tem seriado e tudo mais. Mas agora que eu conto: nada disso é (muito) a minha praia. É, eu sou saúde da Família. Vulgo "postinho", termo altamente proibido pelos pós doc da área de Saúde Coletivo, mas popularmente aceito e se alguém falar que eu disse isso, vou negar até a morte, principalmente porque minha prova do mestrado é amanhã. 
Passo por lá, toda mulambenta, com cara de água batida no rosto disarçando as evidências (chorei até desidratar), consigo estacionar o carro não sei como. E vou até lá, com meu curriculum nas mãos. Chegou e dou de cara com um grupinho de mulheres, todas com o macacão. Pausa para a esteriotização das coisas: eu não tava esperando encontrar só homens. Mas você concorda comigo que a gente vai ter um pré-conceito de desleixo? Então, espectativas não cumpridas. Sério, era muita mulher e todas perfeitamente arrumadas, cabelos loiros e lisos, luzes. unha feita, sobrancelha tirada. Eu ali, toda desarrumada , isso porque só estudo, e aquela mulherada tudo buniteza. 
Deixei o meu lindo curriculum e sai de lá com a impressão que o fator beleza é requisito para o lugar. Sai, mas não sem ter recebido uma olhada de baixo pra cima "Quem essa ai?"







segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Medo que dá medo do medo que dá

       Sabe aquele medo que a gente tem de ser pego e não sabemos explicar? Então eu não levei o celular nos dois dias que eu fiz a prova do ENEM  mas uma hora que eu voltei pela milésima vez do banheiro (incontinência, veia é foda) começou a tocar uma musiquinha tipo de celular e todo mundo se entreolhou, e eu ali de pé. Sabe, as fiscais de sala olhando uma pra outra com um ar de "cabeças rolarão". E eu ali, fazendo cara de "opa, não é o meu, eu nem trouxe".   E continuou a musiquinha. 

      E quando eu sentei, começou a me dar um pânico. Pouts será que eu trouxe meu celular e esqueci. Eu não conheço essa musiquinha. Eu não trouxe meu celular justamente porque a bateria dele não sai e vai que ele toque. Alias, quando era meu antigo celular eu tinha pânico de tocar, mesmo sem bateria. 

    Mas eu só fiquei bolada, já pensou se você ta ali, numa boa, fazendo cara de "Esse celular não é meu, imagina, nem trouxe" e então descobrem o celular junto das suas coisas? Um celular que não é seu, e que alguém fez isso de super maldade.   Até saberem que era do celular de alguém LÁ FORA, do outro lado da rua. Vai entender. Super já tinha imaginado uma cena comigo, gritando pelos corredores "Esse celular não é meu, alguém plantou nas minhas coisas". 

    Isso me lembra a outro medo descabido e persecutório. Antes eu tinha medo de viajar de avião e alguém plantar drogas nas minhas coisas. Alias, eu acho que ja vou entrar em pânico antes do tempo, de no futuro, quando eu for pra fora do país. Você ta la numa boa e de repente vem uns cães farejadores e descobrem pó. Como eu vou conseguir justificar? Gente! esse pó não é meu, é tudo mentira. Acho que nunca vou pra Indonésia só pra não ficar na pira da ansiedade. Porque só de pensar em viajar pra lá eu ja fico ansiosa em alguém plantar alguma coisa nas minhas coisas. 

    Sabe o que é isso? Culpa do meu pai que sempre falou pra tomar cuidado no supermercado e nas lojas, que lá tem seguranças pra todos os lados. Acho que meu pai sempre tomou cuidado pros filhos deles não serem trombadinha e por isso ele deu essas dicas. E sempre falou pra eu não ir de turma em loja, e não andar com gente que roubava as coisas. Eu nunca tive nenhuma amiga que tivesse problema de ser cleptomaniaca, mas eu  vou revelar que eu sempre analisei bem justamente por causa do meu pai. A pena que eu morei com uma guria que roubou minhas tupperwere, creme de cabelo, brincos... e por ai vai. E agora eu vou ter traumas de morar com outra pessoa, forever e sempre. 

   Mas hoje eu tive um ataque de perseguição diferente. Depois de quase uma semana eu fui na academia, a qual eu venho levando com muita muita (muita) preguiça. Estava eu lá, com vontade de fazer nada (qual novidade?) e me bateu uma coceira, como só senti quando entrei na academia. Circulação ta ruim né, migs. Mas ai que a preguiça venceu, o lugar tava lotado pq eu resolvi ir depois das seis e não rolou. 
    
    Sabe mas começou um negócio, eu olhei de relance pra um professor e ele com aquela cara normal dele, mas na minha mente ele fazia uma cara de "mais já?". Veja bem, eu cheguei e fui pra esteira, fiquei 18 minutos na esteira e resolvi ir embora. Então fiquei 20 minutos lá. Veio aquela sensação de pessoas estarem vendo que eu fiquei muito pouco. E eu ali, naquele sentimento ruim, mas ao mesmo tempo louca pra ir embora. Quando eu vou chegar bater a digital na catraca, eu tive um pensamento: e se lá no telão que exibe a nossa cara tivesse também o quanto de minutos ficamos ali na academia. E la veio o pânico, o ar de reprovação. 

   Gente, é minha mente paranoica. mas... quem nunca? 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O que você vai ser quando você crescer

   Pergunta complexa, não é verdade, minha gente? 

   Eu tenho uma amiga que vai dar uma festa com a temática "Adeus casa dos 20", justamente porque ela vai fazer 30. Eu me peguei tento uma epifania; falta um ano para eu deixar de pertencer as pessoas que tem 2 décadas e tralalá de vida. 
   Quando eu vejo a minha vida, lembro demais da música da Lily Allen "22", perceba a letra:

"When she was 22 the future look bright
But she's nearly 30 now and she's out every night"
"Quando ela tinha 22 seu futuro parecia brilhante
Mas ela esta perto dos 30 e ela sai toda noite"

   Ok que eu não caio na balada toda noite. Mas convenhamos que eu não estou num dos meus momentos de ouro da vida. Ouvindo a música, parando pra pensar acho que eu nunca tive um momento de ouro. Chegou mais perto da prata, ou do bronze. Preocupante. 

   Mas a partir da conversa com a minha amiga, pensei em fazer uma lista (porque eu adoro listas) das coisas que eu quero fazer nesse próximo ano solar. 

1. Fazer as provas que eu me propus a fazer ainda para o ano de 2016. Isso é: Enem, processo seletivo do mestrado (rezando para ser as 3 etapas e dessa forma garantir que eu entre), PUC-SP (vocês sabem, ainda aquele sonho daquele curso lá).

2. Arranjar um emprego. Indo na contra mão da sociedade: eu queria um emprego que fosse assim ó só de vez em quando, de preferência que não desse muita dor de cabeça. Mas como o resto da humanidade, eu queria ganhar uma grana interessante nele. Ou seja: quero muito algo muito complicado. Mas se não puder, eu aceito a situação de ser algo mais formal, com horários ruins, colegas de trabalho malas e . Mas eu tenho plena consciência que eu preciso de emprego para bancar meu estilo de vida, atualmente errante. Se bem que eu gasto bastante com livro, então não é tão errante assim. 

3. Emagrecer. Eu sei que agora vocês falam: quem não quer? Ou os amigos mais fofos: ai imagina, você não precisa. Mas gente, eu tenho espelho. E pior, eu fui na médica. De acordo com ela, não é frescura minha não. Eu preciso perder 8 quilos porque a situação ta feia pro meu lado. Detalhe: eu ganhei 1 quilo no pós niver. Não tenho roupa que sirva e olha só, não tenho dinheiro pra comprar roupa. Haha. Aqueles que me vêem na rua super brega, entendam que eu não tenho roupa que sirva em mim. HAHA. Então nessa lista aqui ja estou englobando: comer melhor e praticar exercícios. E incluido também: parar de comer tanta merda e diminuir o uso de álcool  (e outros entorpecentes). Isso porque eu estou fazendo essa postagem tomando uma cerveja que sobrou do meu aniversário e comendo um pastel que também sobrou do meu aniversário. 

4. Poder dizer (na rua "eu sou gay, na área da saúde e também nas outras áreas") "Eu sei falar/escrever/ler a língua inglesa. Sim, meus bons amigos, eu não tenho curso formal de inglês, mas enrolo que nem uma beleza. Ja tenho uma vantagem de estar matriculada numa escola de inglês e ter voltado pro My English online. Acredito eu que essa é uma meta real. Só que a "questã" é que fluente mesmo, é quando a gente vive a realidade do país. E essa vai demorar um tico pra eu conseguir. Se der também pra ter uma compreensão adequada em espanhol, já esta muito positivo. E se der também pra eu Mas
P.S.: um dia eu conto o que foi a história desse sublinhado ai.

5. Aprender Física, Química e Matemática. Sim, eu também já sei que vou ouvir: mas porque você quer aprender isso? Porque eu estou cogitando de fazer faculdade de física,oras! Mesmo que eu não forme, preciso aprender essa bagaça. Então aqui um detalhe: tive 3 relacionamentos mais sérios com três físicos diferentes (e que não se conheciam). Na verdade 1 físico, 1 estudante de engenharia física e 1 ex-estudante de biofísica. Além de fazer física eu quero descobrir o que eu tenho com essa tal de física que não me deixa seguir em frente. 

6. Publicar, pelo menos, mais um artigo. Eu ia colocar que eu preciso publicar mais dois, mas de repente veio o medo de não passar no mestrado. Se eu passar no mestrado eu quero publicar dois. Mas se eu não passar, publicar pelo menos um. 

7. Ser uma pessoa mais disciplinada, com plena disposição a por minha casa em ordem. Ser mais atuante na faxina dos ambientes. Ser uma adulta com plenas capacidades de tomar conta da casa sozinha. Isso porque eu morei sozinha durante 5 anos, e a próxima vez eu quero realmente mandar bem. 

8. Distribuir melhor meu tempo para o lazer.Viajar um pouco mais no meu tempo livre. Determinar tempos para ser uma boa amiga e companheira. Aproveitar a família.

9. Trabalho voluntário em ONG. Ser mais ativa social e politicamente. 

10. Cuidar do meu psicológico com amor e carinho que ele merece. Ta sabendo que vou carregar essa mente pro resto da vida, então vamos lá buscar uma transformação na forma de ver o mundo. Buscar ser menos neurótica e tentar seguir o caminho dos iluminados. Ok, exagerei. Só tentar ficar quieta e não soltar aquele "Mas eu acho que...", contrariando meio mundo. Tá, eu admito que esse vai ser dificil de cumprir. Meditaçao, uso de florais, práticas integrativas e complementares. Resumindo, tentar largar de vez esse tal de Metilfenidato e partir para uma vida mais estável. 

11. Entrar em alguma pós graduação. Estou prestando mestrado. Ta valendo graduação também, já que eu estou indo fazer Enem amanhã. Ja falei que vou prestar física no Instituto Federal né? O que eu queria mesmo era Medicina, mas.... Minha deusa do céu, eu preciso tomar jeito na vida.

12. Ler mais livros. Alias preciso ler os mil livros que eu comprei e não li além de ler os livros que peguei emprestado. Estão aqui na fila de espera: A guerra dos Tronos (1), Ensaio sobre a cegueira (comprei em 2007, emprestei pra 5 pessoas, e até agora não li!), Vagina (não é pornô! é da Naomi Wolf), o andar do bêbado, o nome da rosa... entre outros. Prometo desde já que 

13. Aprender a me maquiar. Sério, preciso. Esses dias tentei passar uma sombra mais escura e pareceu que eu tinha levado um soco na cara. Tentei arrumar e a principio ficou bom. Tiraram uma foto minha com flash da maquina ligado e parecia que eu era um urso panda. Seria interessante eu aprender a fazer minha própria unha, sobrancelha, depilação, mas honestamente é exigir demais da minha habilidade. Tem coisas que é melhor tercerizar.

14. Montar um quadro com quebra-cabeça dos Beatles. Na verdade a minha mãe ia me dar de aniversário. Porém como vocês ja sabem, ela descobriu que eu perdi a virgindade (grande tabu aqui e casa) e de repente não sou uma das pessoas favoritas dela mais. Então se alguém quiser me presentear de Natal, eu to aceitando. Alias vou ficar muito feliz. 

15. Mudar de cidade, mais uma vez! Venhamos amigos... liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós. Preciso crescer, preciso tomar conta do meu próprio umbigo e dessa vez totalmente independente. 

16. Aprender a ler as cartas de Tarot. Dessa forma eu posso culpar todas as minha ações toscas em alguma coisa mais mística. Além do mais, deve ser muito legal as pessoas vindo te procurar e você dando uns conselhos. Já pensou se eu acerto? Acho que vai servir pra eu conhecer pessoas. 

17. Escrever mais pra blog e pro projeto da revista digital (Revista Carretel). Trabalho lindo, trabalho top. Além do mais eu acho muito bacana escrever pra blog. Eu conto todas as minhas bobagens, melhoro a minha escrita pra redação e vocês tão ai se divertindo as minhas custas. 

18. Cozinhar e reunir mais os amigos aqui em casa. Posso dopar minha mãe as vezes e permitir que a gente fique ali no fundo, jogando uns baralhos, comendo umas coisas gostosas e tomando umas cervejas. Tudo isso ao som de indie rock, alternados com pagode dos anos 90 e sertanejo romântico, além de pop dos anos 2000.

19. Começar a ponderar mais e tentar agir com menos impulsividade. Antes de cumprir uma ação, parar um instante pra pensar. Antes de escrever algo, pensar "seria isso um mico", principalmente no Whats. Ponderar. Rever a regra do "O não eu já tenho". Esse ensinamento ja me ajudou em muita coisa, mas preciso diminuir as doses de irresponsabilidade e melhorar a minha proteção.

20. Arranjar um namorado. Pausa para olhar o teclado. Eu relutei muito em colocar essa meta. Mas também...é ... eu acho que esta na hora de eu considerar isso. Ta descendo a saliva rasgando na minha garganta. É complicado você colocar uma  meta que não depende muito de você e foi exatamente isso que eu pensei nas minhas listas antigas. Olhando pro meu histórico amoroso, eu acho bem dificil eu conseguir cumprir essa meta aqui. Mas assim, a questão é essa: não aguento mais sofrer. E você pode dizer: então, Polly, exatamente por isso você deveria querer ficar sozinha. Então eu digo: não, ja deu né. Eu queria me ajeitar com alguém, mas dessa vez sabe pra num ter dor de cabeça. É legal ficar com uma pessoa pra se divertir, mesmo sabendo que a vida não é só diversão. Pra mim apoiar alguém também é divertido, só sofrer que não é. E isso não significa querer sossegar, muito pelo contrário. Queria alguém pra "meter o louco em dose dupla" (que nem aquele meme do face). Imagina eu e você, indo comer uns temakis com heineken, comer uns burritos com desperado, comer uns hamburger gourmet com stella. Depois nós dois indo correr no dia seguinte na marginal/campolim/ibirapuera. A noite fazendo maratona de algum seriado bem legal, e depois indo dormir. Um esquentando o pé do outro e outras coisas (sorry mom, sex is important!).  Fala ai, gostoso né?   Retiro o que disse, quero ficar sozinha mesmo. 
Mas eu prometo que antes de bater essa meta eu vou rever todo meu histórico amoroso (e contar por aqui! juro, será uma coluna no blog!) fora tentar entender pq minha mente foi criada e iludida por essas comédias romanticas. 

21. Limpar meu nome. Tirar ele do SPC! e principalmente não sujá-lo mais! É complicado ter passado metade de uma década (isso é, cinco anos) sem chancer de nem abrir um crediário. Porém quero manter o costume de pagar tudo a vista. Além disso eu quero pagar minhas contas bonitinho, voltando a guardar dinheiro.

E essa é minha lista. Estou aceitando sugestões para melhorias. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"Senhorita Palmirinha" ou "Ana Maria Brogui"

Eu me presenteei com o livro "Como água para chocolate", que é uma narrativa super bonita sobre amor e cozinha. Não vou dar spoiler e nem me aprofundar, mas a autora faz um mistura de culinária e a estória do amor de Tita e Pedro. Então que achei a ideia muito boa, mas honestamente não me animou a fazer nenhuma das receitas. Como se passa no México, acho difícil eu achar "chiles", e estou de boa de comer tripas e cabeça de porco. 
Quem veio no meu aniversário ficou surpreso quando eu disse "Eu fiz os pratos principais". Geral duvidou, mas depois acreditaram com ar estupefato. Pois é pessoal, eu sei cozinhar! E olha só, ninguem passou mal depois da festa Apesar que eu tenho uma amiga que relatou ter acordado às três da manhã ainda de estomago cheio. 
Eu não cozinho no dia a dia, tenho preguiça. Mas eu sei por a mão na massa. Literalmente.  Então hoje eu vou além de dar a receita dos dois principais sucessos da noite, eu vou dar o manual de instrução. 

Bolinha de queijo

É fácil demais de fazer, mas tem que prestar atenção no ponto. Quando eu era nova, a minha vizinha, a falecida Dona Leonor, me ensinou a fazer mas eu perdi a receita (e ela não esta mais aqui pra eu perguntar). Então que fui no google e voi lá!. 
Para o recheio você vai precisar de mussarela (ou qualquer queijo amarelinho) cortado em cubos, e oregano ou outro tempero a gosto. Por favor, não vai ser tonto e por azeite. Isso NÃO dá certo. Eu ja tentei e fica uma caca. Não o faça, por mais irresistível que possa parecer (e é tentador). 
Se você quer fazer coxinha, dá certo só por frango, se você quer fazer risoles, é só colocar presunto. O que muda é só o formato, a massa é a mesma. 

Vamos para o preparo da massa. Eu gostei de derreter primeiro a margarina, e aqui esta o diferencial. Pra quem comeu, percebeu que a massa era mais "amarelada". O tchan da coisa foi que eu usei a margarina Supreme, que já tem alho e cebola na fórmula. Então primeiro eu derreti uma colher de sopa cheia, pra depois acrescentar 250 ml de leite (eu pus frio, mas acho que seria legal ja dar uma fervida nele).  Um adicional meu: eu coloco queijo parmesão ralado na massa, um saquinho de teixeira ja esta legal. Nessa a gente acrescenta mais um ovo já bem batidinho na receita, além do que eu usei ovos caipiras, e não separei a gema da clara. Considero um absurdo não usar a clara, pra mim é um desperdicio de ingrediente.  Eu segui bem essa ordem porque fiquei com medo de virar um omelete. Depois eu fui pondo de pouco em pouco uma xícara de  farinha de trigo (dona benta, por favor) e ao mesmo tempo indo peneirando. O truque que a dona Leonor me ensinou é ir mexendo até a massa descolar do fundo da panela. E
 Eu fui descrevendo a preparação dessa massa porque acho que deste jeito a receita sai bem mais caprichada se temos esse cuidado com a preparação. Espera a massa esfriar um pouco, mas depois da terceira tentativa acho super válido enrolar depois que ficou morna, porque a bolinha fica boa de enrolar. 
Na hora de enrolar, você vai precisar de um potinho com água, que vai servir para molhar a mão e nessa hora eu te digo: lave bem as mãos, porque não dá pra não por a mão na massa (literalmente). Não adianta ser fresco e dizer que não vai comer, porque alguém colocou a mão lá. Mas lembre-se que o que os olhos não vê o estômago não sente, mas o intestino percebe. 

Voltando aqui ao que importa, a mão precisa estar bem limpa e sempre bem molhada para enrolar. Não precisa por óleo/azeite, e nem ir com margarina. É água filtrada mesmo. Faz a bolinha (ou a coxinha, ou o risoles) e prioriza enrolar com a palma da mão, o formato sai perfeito. Antes é legal abrir a massa. Eu não fiz isso, mas usa pouca massa e abre bem. Se ela for se desfazendo, molha mais a mão e aperfeiçoa com a pontinha dos dedinhos, faz com carinho e amor que ela pega jeito. Para empanar, eu mergulhei a bolinha com leite e depois passei na farinha de pão moido, que aparentemente é a mesma coisa que farinha de rosca. 

Na hora de fritar, panela boa e óleo, muito óleo. Infelizmente, não conheço receita de forno, e não tenho air fryer. O óleo precisa estar BEM quente e ser virgem (não vamos problematizar isso), mas na hora de fritar o fogo deve ser abaixado o máximo possível, porque precisa fritar bem o centro sem queimar o exterior. Outra coisa que eu demorei pra pegar: não frita a bolinha congelada. Você pode congelar as bolinhas, mas depois tem que por pra fritar quando ela estiver fresca. Por isso eu falei pra abrir bem a massa, pq se ela estiver muito grossa, fica dificil o calor chegar ao centro e derreter o queijo. Eu descobri que não devia congelar elas quando meu pai e eu fritamos e vimos que tava congelado por dentro. Como resultado, deixamos o pote exposto ao sol na hora do almoço. Não usamos microondas porque eu acho que o descongelamento é ineficiente. Mentira, não usamos porque a gente não se ligou disso mesmo. haha, portanto nem tentei. Fica a vontade. 

Espera, tenha paciência na hora de fritar, mas fica de olho, dê atenção pras suas bolinhas e para não comer crua e nem deixar passar do ponto (hehehe... pegou?). Deixa secar as bolinhas e depois é felicidade. 

Guacamole
Tenho um segredo pra contar: nunca comi guacamole que não fosse o meu. Mas todo mundo fala bem da minha guacamole então acredito eu que deve ficar boa! Além do mais, parece ser chique, parece ser cara, mas é baratíssima. Tenha em mãos um bom abacate  no ponto (avocado é chique mas as vezes não encontra); cebola; alho;  tomate sem casca e sem semente, cebolinha; salsinha;  umas lascas de pimentão verde, vermelho e amarelo; pimenta biquinho (pq eu amo). O truque dessa é picar tudo bem picado, então: pica, pica, pica, pica, como se fosse um funk mesmo. Sem medo de ser feliz. Use faca boa e bem afiada. Amassa bem o abacate, evita por no liquidificador (sério fica uma gosma). 
Coloca tudo isso no abacate, mas um de cada vez. Lembra, faz com carinho e no capricho. Um truque brasileiro é acrescentar requeijão, porque ajuda até a diminuir a acidez da receita, além de encorpá-la. Use um requeijão de boa marca e de preferência light. O abacate é uma fruta bem oleosa, mas ótima para aumentar o colesterol bom, o HDL, por isso eu prefiro os que ja tem baixa gordura. Eu digo para usar requeijão bom por conta da consistencia. Reza a lenda que dá pra usar iogurte, nunca tentei, mas fica a gosto do freguês. Quem quiser uma versão vegana, é só não por requeijão.  E por último o suco de limão, põe com amor mas não lota, porque se não azeda muito mais rápido a guacamole.

Depois esta pronto pra comer com tacos, ou doritos. Mas fente, doritos é caro e eu sou quebrada. Então para resolver o problema eu comprei massa de pastel, cortei em quadradinhos irregulares e fritei. Uma vez eu assei, mas leva um tempo danado, fora que tem que ficar virando. Se fritar é segundos, se assar é pedir para queimar a barriga no forno. Deixa marcas e nenhuma gordura vai junto. 

Ficou tudo gostoso, mas eu não tenho fotos. Haha. Mas meus amigos acharam que ficou gostoso, então usem a imaginação. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Crônicas de uma noite mal contada ou melhor "How I meet your grandfather"

     Um dia após o meu aniversário eu fui sequestrada. Sim, caros amigos, eu estava no meu caminho indo pra aula de inglês, quando chegou um ford ka preto, buzinando em minha direção. Era minha amiga chamando para o show da Elba Ramalho. Eu tentei resistir, disse que não podia, precisava ir pra aula. Típica cena do Pinoquio falando pros amiguinhos "não rola matar aula", só que sem o grilo falando. Ela falou "sobe que eu te dou uma carona pro seu curso então". Acreditei nela, subi no carro, e ela tomou outro destino. Fui perceber só quando passou o primeiro pedágio.
     Ela ofereceu algo muito doido, eu aceitei. Ofereci em troca umas cervejas, que curiosamente eu estava levando pra aula de inglês em uma bolsa térmica. Repito, não foi programado, eu estava apenas seguindo meu caminho. E estava tocando kings of leon, além de tocar rolling stones e outras coisas.
     Chegando lá, a minha amiga confundiu Sesi Votorantim com Sesc Sorocaba, e se não fosse eu avisar, ja parar com as capivaras do rio Sorocaba. Chegando no lugar correto, não tinha onde parar de início e depois não entendiamos pq não podia virar a esquerda. Poxa vida, em Pato Branco pode virar a esquerda, porque aqui não pode?
    Quando conseguimos estacionar, um novo desafio: como entrar no show? Perdidas! o mais interessante que ficar do lado de fora dava pra ver a Elba do mesmo jeito, ali na grade é quase um camarote VIP. Ao chegarmos na portaria (depois de três tentativas doidas), fico eu me perguntando como pessoal do SESC liberou a gente entrar sem estar com o convite?  Não entendi o rolê que minha amiga disse, mas eles nos deixaram entrar e fica meu amor e carinho para esse povo que mal conheço e considero pacas.
     Sobre o show, animadíssimo. Elba deve ser a Beyoncê do sertão nordestino ou a Madonna do Agreste. Ponto negativo vai para o SESC. Tinha mais pessoas na fila do que na frente do palco. O esquema, acredito eu, é chegar mais cedo com a turma, fica um na fila da bebida, outra na fila do banheiro e vão se revezando. Quem sabe ali com uma hora de show vc pode ir curtir na frente do palco (se não bater o sino do xixi antes). Sugiro a instalação de uma bolsa vesical para facilitar esse problema.
     Eu com a minha amiga entramos na fila pela primeira vez. Dessa vez não tem um causo muito grande. Só que o meu tédio de esperar sem dançar (apesar da música estar boa) me fez entrar no twitter. Aviso: eu estava brisada. Segue a sequência mais engraçada de todos os tempos.



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     Sim, eu mantive o nome do cara pra fazer propaganda (e pra vocês falarem pra mim se é gatinho ou não é). Porque ele é um dos sujeitos mais engraçados e com umas tiradas bem inteligentes. E eu podia estar brisada, mas burra no way. Ah mas porque você não ficou paquerando os sujeitos do recinto? Acredite em mim, eu tentei olhar, mas o que esta acontecendo no mundo que os homens pegaveis ja estão acompanhados? Eu perdi o sorteio de formação de casal? Me sinto na época da escola que eu chegava atrasada no dia pra escolher o par da quadrilha e sempre me dava mal. Uma vez a minha professora chegou a sugerir que eu dançasse com outra menina (uma de nós vestido de menina). Uma tentativa progressista de acordo com a Teoria Queer, mas que não foi muito bem aceita na época. 
     Continuando a noitada (...) Encontrei um menino lá que eu gravei um vídeo maravilhoso, o qual eu vou compartilhar. 
Então, passei pelo guri várias vezes durante o show. Mas eu só olhava: jamais que ele vai lembrar de mim. Se ele me ver vai me ignorar. Sabe, aham Claudia, senta lá. E eu lá me sentindo pequenininha. Encontrei outra patobranquensepaulista e ai foi festa. Só virei pra esse cidadão e falei "Você por acaso não é de 'Pato Branco paulista'? Eis que o sujeito desconstruiu tudo o que a minha mente perturbada tinha montado. Ele foi lindo, ele foi simpático, ele foi maravilhoso. Ele dançou comigo, ele sorriu pra mim. E eu fico com cara de boba, porque gente fácil de lidar é outra coisa. Então que ele sabia quem eu era, e eu ali, sofrendo antecipadamente. Gente, acreditem em mim eu sou assim nas relações. Que boba né, vai entender. 
     Contei que  eu vi que ele era (é) amigo da Lorelay Fox, aproveitei pra pedir um conselho existencial: Como eu faço pra contar pra ela sobre...

Sim, eu daria Lorelai (com I) pra minha filha, em um futuro muito distante. E se não for menina... a gente dá um jeito. Mas recebi uma pergunta foi: mas é por causa da Lorelay (a drag)? Olha 30%, pq na verdade seria por causa dessa aqui, que deve ser o mesmo motivo da criatura ter esse nome:

Resultado de imagem para Lorelai gilmore

(Quem aqui ja tomou oito shots de tequila? Alguém? Mãos.) 

     Percebam bem, uma criança chamada Lorelai seria muito propício pra ser minha filha. Vide Tal mãe, tal filha... literalmente no caso dos shots de tequila. Mas na verdade eu sou mais cerveja... acho que eu ja tava na 8ª quando eu falei isso pra ele. 
     Mas a noite para por ai? Quase. Deixa eu só contar mais uma coisa. A cerveja tinha acabado e a coleguinha e eu pensamos: comprar mais! Dessa vez a fila estava menor, mas SESC Sorocaba, melhore, por favor.  Chegando no caixa sem muitos problemas, a moça perguntou quantas cervejas eu e a minha amiga queriamos. Resposta 5! Então veio a voz da sabedoria (ou de repreensão dela) "Meninas, o show vai acabar em no máximo meia hora, vcs tem certeza que vão querer comprar tudo isso pra beber". Aceitamos comprar só mais duas cervejas. Mas depois de cinco minutos descobrimos que a gente bebia fácil as cervejas. Acho que ela pensou que eramos amadoras. Que bobinha.
      Outro ponto crucial da noite foi quando o guri que achei bem gatchenho (olhei várias vezes durante meus momentos dançanticos) começou a gritar no final do show Fora Temer. Gente, pensa num momento orgástico, sim. Quer coisa mais gostosa quando a gente descobre que o crush platônico (redundante?) concorda politicamente com você? 
    Terminou o show e eu NÃO PAGUEI a entrada. Sorry guys! mas não entendi porque vcs não aceitaram o meu dinheiro e não escutei o que vocês falaram depois de eu ter passado. Por sinal, olhando o povo que trabalha no shows do SESC, deu em mim uma vontadezinha de considerar fazer Turismo na UFSCar, tinha uns guris top/lacrantes (inventei essa giria bissexual, durmam com essa). 
     Eu sei que eu fui parar no bar "Depois" e ouvi cataia, e estava ótimo. Mas eu precisava voltar (lembra, pra papais eu estava na aula!). E tinha que pagar pra entrar e a gente entrou do mesmo jeito, e fomos embora porque minha amiga não conseguiu não pagar pra entrar. Eu sei que eu queria sentar e comer um espetinho e tomar mais uma cerveja (pq né, vou pegar estrada), mas tive que voltar pra casa com fome. E o que eu fiz no caminho de casa? Comecei a xavecar o cara do twitter (vide de cima). Porque tinder é coisa pra necessitado e eu nunca vi ninguem xavecar no tinder. E porque é legal bancar a tiete. Não por acaso o cara respondeu e nós vamos sair dia desses, e será muito constrangedor contar pros nossos netinhos como a gente se conheceu. Mentira, mas eu dei a melhor sugestão de todas:

Mark Zuckemberg iria gostar dessa.