quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"Senhorita Palmirinha" ou "Ana Maria Brogui"

Eu me presenteei com o livro "Como água para chocolate", que é uma narrativa super bonita sobre amor e cozinha. Não vou dar spoiler e nem me aprofundar, mas a autora faz um mistura de culinária e a estória do amor de Tita e Pedro. Então que achei a ideia muito boa, mas honestamente não me animou a fazer nenhuma das receitas. Como se passa no México, acho difícil eu achar "chiles", e estou de boa de comer tripas e cabeça de porco. 
Quem veio no meu aniversário ficou surpreso quando eu disse "Eu fiz os pratos principais". Geral duvidou, mas depois acreditaram com ar estupefato. Pois é pessoal, eu sei cozinhar! E olha só, ninguem passou mal depois da festa Apesar que eu tenho uma amiga que relatou ter acordado às três da manhã ainda de estomago cheio. 
Eu não cozinho no dia a dia, tenho preguiça. Mas eu sei por a mão na massa. Literalmente.  Então hoje eu vou além de dar a receita dos dois principais sucessos da noite, eu vou dar o manual de instrução. 

Bolinha de queijo

É fácil demais de fazer, mas tem que prestar atenção no ponto. Quando eu era nova, a minha vizinha, a falecida Dona Leonor, me ensinou a fazer mas eu perdi a receita (e ela não esta mais aqui pra eu perguntar). Então que fui no google e voi lá!. 
Para o recheio você vai precisar de mussarela (ou qualquer queijo amarelinho) cortado em cubos, e oregano ou outro tempero a gosto. Por favor, não vai ser tonto e por azeite. Isso NÃO dá certo. Eu ja tentei e fica uma caca. Não o faça, por mais irresistível que possa parecer (e é tentador). 
Se você quer fazer coxinha, dá certo só por frango, se você quer fazer risoles, é só colocar presunto. O que muda é só o formato, a massa é a mesma. 

Vamos para o preparo da massa. Eu gostei de derreter primeiro a margarina, e aqui esta o diferencial. Pra quem comeu, percebeu que a massa era mais "amarelada". O tchan da coisa foi que eu usei a margarina Supreme, que já tem alho e cebola na fórmula. Então primeiro eu derreti uma colher de sopa cheia, pra depois acrescentar 250 ml de leite (eu pus frio, mas acho que seria legal ja dar uma fervida nele).  Um adicional meu: eu coloco queijo parmesão ralado na massa, um saquinho de teixeira ja esta legal. Nessa a gente acrescenta mais um ovo já bem batidinho na receita, além do que eu usei ovos caipiras, e não separei a gema da clara. Considero um absurdo não usar a clara, pra mim é um desperdicio de ingrediente.  Eu segui bem essa ordem porque fiquei com medo de virar um omelete. Depois eu fui pondo de pouco em pouco uma xícara de  farinha de trigo (dona benta, por favor) e ao mesmo tempo indo peneirando. O truque que a dona Leonor me ensinou é ir mexendo até a massa descolar do fundo da panela. E
 Eu fui descrevendo a preparação dessa massa porque acho que deste jeito a receita sai bem mais caprichada se temos esse cuidado com a preparação. Espera a massa esfriar um pouco, mas depois da terceira tentativa acho super válido enrolar depois que ficou morna, porque a bolinha fica boa de enrolar. 
Na hora de enrolar, você vai precisar de um potinho com água, que vai servir para molhar a mão e nessa hora eu te digo: lave bem as mãos, porque não dá pra não por a mão na massa (literalmente). Não adianta ser fresco e dizer que não vai comer, porque alguém colocou a mão lá. Mas lembre-se que o que os olhos não vê o estômago não sente, mas o intestino percebe. 

Voltando aqui ao que importa, a mão precisa estar bem limpa e sempre bem molhada para enrolar. Não precisa por óleo/azeite, e nem ir com margarina. É água filtrada mesmo. Faz a bolinha (ou a coxinha, ou o risoles) e prioriza enrolar com a palma da mão, o formato sai perfeito. Antes é legal abrir a massa. Eu não fiz isso, mas usa pouca massa e abre bem. Se ela for se desfazendo, molha mais a mão e aperfeiçoa com a pontinha dos dedinhos, faz com carinho e amor que ela pega jeito. Para empanar, eu mergulhei a bolinha com leite e depois passei na farinha de pão moido, que aparentemente é a mesma coisa que farinha de rosca. 

Na hora de fritar, panela boa e óleo, muito óleo. Infelizmente, não conheço receita de forno, e não tenho air fryer. O óleo precisa estar BEM quente e ser virgem (não vamos problematizar isso), mas na hora de fritar o fogo deve ser abaixado o máximo possível, porque precisa fritar bem o centro sem queimar o exterior. Outra coisa que eu demorei pra pegar: não frita a bolinha congelada. Você pode congelar as bolinhas, mas depois tem que por pra fritar quando ela estiver fresca. Por isso eu falei pra abrir bem a massa, pq se ela estiver muito grossa, fica dificil o calor chegar ao centro e derreter o queijo. Eu descobri que não devia congelar elas quando meu pai e eu fritamos e vimos que tava congelado por dentro. Como resultado, deixamos o pote exposto ao sol na hora do almoço. Não usamos microondas porque eu acho que o descongelamento é ineficiente. Mentira, não usamos porque a gente não se ligou disso mesmo. haha, portanto nem tentei. Fica a vontade. 

Espera, tenha paciência na hora de fritar, mas fica de olho, dê atenção pras suas bolinhas e para não comer crua e nem deixar passar do ponto (hehehe... pegou?). Deixa secar as bolinhas e depois é felicidade. 

Guacamole
Tenho um segredo pra contar: nunca comi guacamole que não fosse o meu. Mas todo mundo fala bem da minha guacamole então acredito eu que deve ficar boa! Além do mais, parece ser chique, parece ser cara, mas é baratíssima. Tenha em mãos um bom abacate  no ponto (avocado é chique mas as vezes não encontra); cebola; alho;  tomate sem casca e sem semente, cebolinha; salsinha;  umas lascas de pimentão verde, vermelho e amarelo; pimenta biquinho (pq eu amo). O truque dessa é picar tudo bem picado, então: pica, pica, pica, pica, como se fosse um funk mesmo. Sem medo de ser feliz. Use faca boa e bem afiada. Amassa bem o abacate, evita por no liquidificador (sério fica uma gosma). 
Coloca tudo isso no abacate, mas um de cada vez. Lembra, faz com carinho e no capricho. Um truque brasileiro é acrescentar requeijão, porque ajuda até a diminuir a acidez da receita, além de encorpá-la. Use um requeijão de boa marca e de preferência light. O abacate é uma fruta bem oleosa, mas ótima para aumentar o colesterol bom, o HDL, por isso eu prefiro os que ja tem baixa gordura. Eu digo para usar requeijão bom por conta da consistencia. Reza a lenda que dá pra usar iogurte, nunca tentei, mas fica a gosto do freguês. Quem quiser uma versão vegana, é só não por requeijão.  E por último o suco de limão, põe com amor mas não lota, porque se não azeda muito mais rápido a guacamole.

Depois esta pronto pra comer com tacos, ou doritos. Mas fente, doritos é caro e eu sou quebrada. Então para resolver o problema eu comprei massa de pastel, cortei em quadradinhos irregulares e fritei. Uma vez eu assei, mas leva um tempo danado, fora que tem que ficar virando. Se fritar é segundos, se assar é pedir para queimar a barriga no forno. Deixa marcas e nenhuma gordura vai junto. 

Ficou tudo gostoso, mas eu não tenho fotos. Haha. Mas meus amigos acharam que ficou gostoso, então usem a imaginação. 

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